Quem assistiu ao meu relato em vídeo, percebeu que eu menciono um problema na audição de Gecélia, que surgiu durante o seu primeiro internamento hospitalar, e que depois desapareceu no segundo internamento. Na verdade, este problema auditivo é um capítulo a parte na nossa trajetória de luta contra os sintomas neurológicos que Gecélia desenvolveu.
Esta trajetória teve início
em Agosto de 2011, quando Gecélia apresentou tontura e visão turva. Devido à tontura, houve certa suspeita para um princípio de labirintite, muito comum entre as mulheres. Porém, devido ao fato dela ter feito quimioterapia, houve também uma suspeita inicial de que a causa seria uma neurotoxicidade provocada por um dos quimioterápicos, a Vincristina, que no caso da audição, estaria causando uma ototoxicidade, afetando o sistema auditivo.
Foi feita uma investigação detalhada na área de otorrinolaringologia, com exames de audiometria e potenciais evocados auditivos, e os resultados acusaram uma falha. Mas não no sistema auditivo, que estava normal, e sim na comunicação deste com o cérebro, sendo os únicos exames de Gecélia a apresentarem algo irregular. Mesmo assim, não sinalizavam para doença alguma, de modo que o problema foi diagnosticado como Neuropatia Auditiva.
Deixando os termos técnicos de lado, a verdade é que no período entre Outubro e Novembro de 2011, durante o primeiro internamento de Gecélia e sua alta para casa, o problema da audição piorou, causando não apenas a tontura, mas um nível de surdez e um zumbido constante. Membros da família se recordam até hoje que tínhamos que falar com Gecélia bem alto, muitas vezes repetindo a frase, pra que ela entendesse. Aquilo gerou muita preocupação: será que Gecélia estava perdendo a audição?
O tempo passou, e os sintomas de falta de coordenação motora estavam piorando bastante, e por isso, fomos à emergência do hospital para que Gecélia fosse internada pela segunda vez, no dia 01 de Dezembro de 2011, para outra fase do tratamento. Foi nesse dia que o neurologista diagnosticou a Degeneração Cerebelar, causando-me um peso enorme no coração, uma vez que eu já havia pesquisado a respeito. Mas também foi nesse dia que veio o milagre de Deus: em plena emergência do hospital, percebi que falávamos e Gecélia entendia perfeitamente, mesmo em voz baixa e sem repetições.
Cheguei a fazer testes com o celular, colocando músicas para ela, bem baixinho, e ela não só escutava como entendia tudo! Meu Deus! Quantas vezes eu havia imaginado, em momentos de fraqueza, que Gecélia poderia não mais ouvir novas canções de louvor a Deus, e lá estava ela, com a audição perfeita!
Prontamente, chamei o neurologista para que a examinasse, e ele constatou o retorno de sua audição. Contudo, não detalhou para nós o porquê do retorno. Afinal, Gecélia já estava com o diagnóstico da primeira síndrome, mas os sintomas só pioravam, diferente da audição, que voltou ao normal.
Hoje, a audição de Gecélia é o único meio de comunicação. Ela nos ouve e responde com gestos de sim, não e talvez, e também com a fala, mesmo que precariamente. Além disso, colocamos cânticos, programas de TV, lemos a palavra de Deus, oramos, conversamos com ela, contamos piadas, tudo para que ela possa ter alguma interação com o meio ao redor. Nem imagino quão difícil seria se ela não escutasse... Prefiro não imaginar isso, pois Deus a abençoou com este milagre, curando-a na hora exata, no período em que ela mais precisaria da audição.
Paz.
Samuel Luna, esposo de Gecélia Luna.
Foi feita uma investigação detalhada na área de otorrinolaringologia, com exames de audiometria e potenciais evocados auditivos, e os resultados acusaram uma falha. Mas não no sistema auditivo, que estava normal, e sim na comunicação deste com o cérebro, sendo os únicos exames de Gecélia a apresentarem algo irregular. Mesmo assim, não sinalizavam para doença alguma, de modo que o problema foi diagnosticado como Neuropatia Auditiva.
Deixando os termos técnicos de lado, a verdade é que no período entre Outubro e Novembro de 2011, durante o primeiro internamento de Gecélia e sua alta para casa, o problema da audição piorou, causando não apenas a tontura, mas um nível de surdez e um zumbido constante. Membros da família se recordam até hoje que tínhamos que falar com Gecélia bem alto, muitas vezes repetindo a frase, pra que ela entendesse. Aquilo gerou muita preocupação: será que Gecélia estava perdendo a audição?
O tempo passou, e os sintomas de falta de coordenação motora estavam piorando bastante, e por isso, fomos à emergência do hospital para que Gecélia fosse internada pela segunda vez, no dia 01 de Dezembro de 2011, para outra fase do tratamento. Foi nesse dia que o neurologista diagnosticou a Degeneração Cerebelar, causando-me um peso enorme no coração, uma vez que eu já havia pesquisado a respeito. Mas também foi nesse dia que veio o milagre de Deus: em plena emergência do hospital, percebi que falávamos e Gecélia entendia perfeitamente, mesmo em voz baixa e sem repetições.
Cheguei a fazer testes com o celular, colocando músicas para ela, bem baixinho, e ela não só escutava como entendia tudo! Meu Deus! Quantas vezes eu havia imaginado, em momentos de fraqueza, que Gecélia poderia não mais ouvir novas canções de louvor a Deus, e lá estava ela, com a audição perfeita!
Prontamente, chamei o neurologista para que a examinasse, e ele constatou o retorno de sua audição. Contudo, não detalhou para nós o porquê do retorno. Afinal, Gecélia já estava com o diagnóstico da primeira síndrome, mas os sintomas só pioravam, diferente da audição, que voltou ao normal.
Hoje, a audição de Gecélia é o único meio de comunicação. Ela nos ouve e responde com gestos de sim, não e talvez, e também com a fala, mesmo que precariamente. Além disso, colocamos cânticos, programas de TV, lemos a palavra de Deus, oramos, conversamos com ela, contamos piadas, tudo para que ela possa ter alguma interação com o meio ao redor. Nem imagino quão difícil seria se ela não escutasse... Prefiro não imaginar isso, pois Deus a abençoou com este milagre, curando-a na hora exata, no período em que ela mais precisaria da audição.
Paz.
Samuel Luna, esposo de Gecélia Luna.

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