Este relato é meio longo, mas é bênção em nossas vidas.
No dia 28 de Fevereiro de 2012, fui ao evento de inauguração do Conjunto Habitacional Via Mangue – Residencial II, no Pina, Recife/PE, afim de tentar entregar nas mãos da presidenta Dilma Rousseff um calendário com a foto de nossa família e uma pequena carta, contendo o texto de um email que estava espalhando naquele momento. O texto era um
simples relato da situação de Gecélia e um pedido de ajuda.
Após uma noite no hospital, ao lado de Gecélia, estava eu próximo ao local do evento, distante uns 1000 metros (devido aos bloqueios), às 10:00h, sob um forte sol, daqueles de “torrar” nosso encéfalo. Não soubera exatamente o que me levou a iniciar aquela loucura, pois certamente um evento como esse estaria repleto de pessoas, e seria muito difícil chegar à presidenta. Mesmo assim, eu fui, apenas falando pra Deus: “Senhor, és Tu quem estás me guiando. Faz o Teu querer, pois não tenho idéia do que estou fazendo, e se isso dará certo.”
Ao chegar ao local deparei-me com uma enorme multidão ainda do lado de fora do evento, com uma fila daquelas que fazem vai e vem. Após enfrentar meia hora de calor, consegui finalmente adentrar ao local do evento. Chegando ao ponto exato, surpresa: outra multidão enorme, desta vez a platéia que assistia ao evento, cujo discurso no momento era do Governador do Estado.
Não tive dúvidas e me inseri no meio do povo, passando por todos, até chegar ao meio da multidão. Foi aí que algo interessante aconteceu: a pressão daquela multidão começou a me empurrar em direção ao palanque. Sem saber como aquilo acontecia, cheguei a levantar os braços e brincar com o pessoal, dizendo: “Ôoopa... não sou eu quem está empurrando, ok? O pessoal é que está me empurrando pra frente!”
No final de tudo, consegui finalmente chegar à grade de proteção que separava os “plebeus” da “monarquia”. A essa altura, a presidenta já estava começando a discursar, em meio aos gritos de satisfação da platéia. Veio-me um sentimento de que não conseguiria entregar o calendário e a carta, pois a autoridade já estava falando. Então, outro fato curioso ocorreu: um dos seguranças do evento começou a recolher as cartas, ofícios, cartazes de todos os que estavam próximos à grade, dizendo que fora a assessoria da presidenta que houvera solicitado.
Prontamente, entreguei a minha carta, com o calendário, chegando a perguntar ao funcionário: “Você entrega mesmo à presidenta?” E ele respondeu que sim.
Saí daquele local sem certeza de nada; apenas com uma sensação de objetivo cumprido, mesmo com todo o suor, “fedor”, cansaço e dor de cabeça que eu estava.
O tempo passou, e no final do mês de abril de 2012, durante uma noite de Segunda Super de Louvor, na Igreja Evangélica Congregacional Pernambucana, recebi uma ligação de um número desconhecido. Ao atender, era uma funcionária da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, afirmando que aquele contato era pra me comunicar que o Secretário de Saúde do Estado havia recebido uma demanda diretamente do gabinete do Ministro da Saúde do Brasil, onde o mesmo cobrava providências e respostas para uma oferta de atendimento às demandas da família de Gecélia Luna, esposa de Samuel Luna, no que diz respeito à sua enfermidade.
Meus olhos se encheram de lágrimas, mesmo sem ter certeza se a fonte daquilo havia sido a minha carta, uma vez que eu havia mandado emails também. Falei à funcionária que estávamos prestes a fazer um exame em Gecélia, exame este que não possui cobertura de nenhum convênio do país, e cujo custo é altíssimo, em torno de R$ 13.000,00. Hoje, a Secretaria Estadual de Saúde já está finalizando um processo de liberação do recurso para o exame de Gecélia, que deverá ser feito agora em Agosto, e cujo pagamento será feito diretamente ao laboratório responsável.
Ao ver o processo na Secretaria, deparei-me com um ofício onde a Presidenta exigia, dos ministérios responsáveis, providências quanto às comunicações que foram entregues à sua assessoria, no dia 28 de Fevereiro, em Recife/PE. Uma destas comunicações era a minha carta.
Com tudo isso, entendo hoje que foi DEUS quem me guiou a fazer tudo aquilo, desde a intenção em ir ao evento, o ato de enfrentar o sol e a multidão, além da ordem recebida pelo segurança, pois se não fossem todas estas providências, hoje não teríamos o recurso para o exame de Gecélia, exame este que eu não tinha ideia de que seria necessário, pois sua necessidade surgiu no início de Abril de 2012.
Como curiosidade, segue um link do vídeo institucional da Presidência da República, onde apareço aos 3:02, abaixo no canto direito, de camisa branca, falando com o segurança daquele evento.
http://www.youtube.com/
watch?v=GNZm4C-Sml4Após uma noite no hospital, ao lado de Gecélia, estava eu próximo ao local do evento, distante uns 1000 metros (devido aos bloqueios), às 10:00h, sob um forte sol, daqueles de “torrar” nosso encéfalo. Não soubera exatamente o que me levou a iniciar aquela loucura, pois certamente um evento como esse estaria repleto de pessoas, e seria muito difícil chegar à presidenta. Mesmo assim, eu fui, apenas falando pra Deus: “Senhor, és Tu quem estás me guiando. Faz o Teu querer, pois não tenho idéia do que estou fazendo, e se isso dará certo.”
Ao chegar ao local deparei-me com uma enorme multidão ainda do lado de fora do evento, com uma fila daquelas que fazem vai e vem. Após enfrentar meia hora de calor, consegui finalmente adentrar ao local do evento. Chegando ao ponto exato, surpresa: outra multidão enorme, desta vez a platéia que assistia ao evento, cujo discurso no momento era do Governador do Estado.
Não tive dúvidas e me inseri no meio do povo, passando por todos, até chegar ao meio da multidão. Foi aí que algo interessante aconteceu: a pressão daquela multidão começou a me empurrar em direção ao palanque. Sem saber como aquilo acontecia, cheguei a levantar os braços e brincar com o pessoal, dizendo: “Ôoopa... não sou eu quem está empurrando, ok? O pessoal é que está me empurrando pra frente!”
No final de tudo, consegui finalmente chegar à grade de proteção que separava os “plebeus” da “monarquia”. A essa altura, a presidenta já estava começando a discursar, em meio aos gritos de satisfação da platéia. Veio-me um sentimento de que não conseguiria entregar o calendário e a carta, pois a autoridade já estava falando. Então, outro fato curioso ocorreu: um dos seguranças do evento começou a recolher as cartas, ofícios, cartazes de todos os que estavam próximos à grade, dizendo que fora a assessoria da presidenta que houvera solicitado.
Prontamente, entreguei a minha carta, com o calendário, chegando a perguntar ao funcionário: “Você entrega mesmo à presidenta?” E ele respondeu que sim.
Saí daquele local sem certeza de nada; apenas com uma sensação de objetivo cumprido, mesmo com todo o suor, “fedor”, cansaço e dor de cabeça que eu estava.
O tempo passou, e no final do mês de abril de 2012, durante uma noite de Segunda Super de Louvor, na Igreja Evangélica Congregacional Pernambucana, recebi uma ligação de um número desconhecido. Ao atender, era uma funcionária da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, afirmando que aquele contato era pra me comunicar que o Secretário de Saúde do Estado havia recebido uma demanda diretamente do gabinete do Ministro da Saúde do Brasil, onde o mesmo cobrava providências e respostas para uma oferta de atendimento às demandas da família de Gecélia Luna, esposa de Samuel Luna, no que diz respeito à sua enfermidade.
Meus olhos se encheram de lágrimas, mesmo sem ter certeza se a fonte daquilo havia sido a minha carta, uma vez que eu havia mandado emails também. Falei à funcionária que estávamos prestes a fazer um exame em Gecélia, exame este que não possui cobertura de nenhum convênio do país, e cujo custo é altíssimo, em torno de R$ 13.000,00. Hoje, a Secretaria Estadual de Saúde já está finalizando um processo de liberação do recurso para o exame de Gecélia, que deverá ser feito agora em Agosto, e cujo pagamento será feito diretamente ao laboratório responsável.
Ao ver o processo na Secretaria, deparei-me com um ofício onde a Presidenta exigia, dos ministérios responsáveis, providências quanto às comunicações que foram entregues à sua assessoria, no dia 28 de Fevereiro, em Recife/PE. Uma destas comunicações era a minha carta.
Com tudo isso, entendo hoje que foi DEUS quem me guiou a fazer tudo aquilo, desde a intenção em ir ao evento, o ato de enfrentar o sol e a multidão, além da ordem recebida pelo segurança, pois se não fossem todas estas providências, hoje não teríamos o recurso para o exame de Gecélia, exame este que eu não tinha ideia de que seria necessário, pois sua necessidade surgiu no início de Abril de 2012.
Como curiosidade, segue um link do vídeo institucional da Presidência da República, onde apareço aos 3:02, abaixo no canto direito, de camisa branca, falando com o segurança daquele evento.
http://www.youtube.com/
Neste outro vídeo, do NETV, jornal do nosso local, da Rede Globo, apareço aos 01:51 no lado esquerdo, batendo palmas, e aos 02:18, no meio do vídeo, também pra esquerda, segurando o calendário bem alto, pra ver se o pessoal do palanque me via.
http://globotv.globo.com/
rede-globo/netv-2a-edicao/
Paz.
Samuel Luna, esposo de Gecélia Luna.

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